Clementaum e Filipe Guerra contam os bastidores de “Vai Não Pare (Take My Body)”
Clementaum e Filipe Guerra chegaram à música eletrônica brasileira por caminhos diferentes. Filipe soma mais de 20 anos de relação com a house e o tribal, enquanto Clementaum despontou em uma geração marcada por cruzamentos entre funk, Latin Club e outras linguagens da música eletrônica contemporânea. O encontro dos dois começou no remix de “Fantasía”, de Pabllo Vittar e Nathy Peluso, e agora ganha uma nova faixa com “Vai Não Pare (Take My Body)”.
“A gente já tinha uma energia muito parecida na maneira como nos apresentamos e tocamos. Depois que trabalhamos juntos em ‘Fantasia’, nossa amizade ganhou mais força e nossas conexões de influências sonoras eram bem próximas”
Disse Filipe.“Tínhamos essa vontade de trazer uma coisa diferente tanto pro meu mundo quanto o dele”
Completou Clementaum.O single nasceu depois de uma noite em Amsterdã e leva para a produção referências de Dutch House, Latin Club e Tribal House brasileiro.
“Estávamos ouvindo músicas do Chuckie, Gregor Salto, Afrojack, e Armin Van Buuren antes de ir para a festa, e depois vivemos uma noite de techno em plena terça-feira amanhecendo num parque em Amsterdã, foi aí que veio a ideia”
Contou Clementaum, destacando toda a diversidade presente na música.A combinação também teve uma boa resposta no digital: poucos dias depois do lançamento, “Vai Não Pare” alcançou o Top 6 de Latin Electronic do Beatport.
“Compomos juntos a música, foi uma simbiose total nas idéias e criação. Estamos muito conectados nas nossas referências. Eu levei muito do meu lado mais percussivo e dos leads, enquanto a Clementaum trouxe os estilos de breaks e os vocais”.
Revelou Filipe.A música ganhou ainda um clipe gravado em diferentes lugares, colocando essa mistura dentro de um espaço ligado à noite e à cultura.
“O clipe tem três atos: gravamos cenas em São Paulo, durante um b2b que fizemos. Durante nossa tour pela Europa em Amsterdam, relembrando a noite de curtição que não queriamos que acabasse. E finalizamos na Pink Flamingo, um club super importante na cena LGBTQIA+, com o legado do prédio da antiga ‘Le Boy’, onde foi um dos santuários da música eletrônica na cena queer brasileira”.
Contam.Essa, porém, está longe de ser a última colaboração dos artistas.
Nossa parceria vai além da música, temos muitas coisas pra fazer. Ainda não começamos algo novo juntos, mas temos certeza que a inspiração virá fácil quando a gente se encontrar pra produzir novamente”
Finalizam.Sobre o autor
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