Com suporte de Hernan Cattáneo no Warung, Mind Echoes leva a força do Progressive cearense para o mundo
Vitor Menescal, o nome por trás do Mind Echoes, vem construindo uma trajetória sólida centrada na imersão e em narrativas marcantes no Progressive House. Após uma turnê de 20 dias em Islamabad, no Paquistão, e o respaldo de grandes referências globais, o DJ e produtor cearense se estabelece como um dos nomes para acompanhar no mercado nacional.
No estúdio, o artista acumula lançamentos por selos respeitados como Mango Alley, Plattenbank, RKP, Onedotsixtwo, Manual, Transensations, Purrfection e Yomo. Suas produções vêm conquistando espaço nos sets de nomes como Simon Vuarambon, Tantum, Rauschaus, DJ Ruby e Khen.
Conversamos com Vitor sobre sua trajetória, seus planos e a chegada do seu mais novo trabalho ao catálogo da gravadora brasileira Inner Fire Records
Conte um pouco da sua história e porque você acredita no Progressive House.
Meu nome é Vitor Menescal, tenho 25 anos, sou de Fortaleza (CE) e a música sempre esteve no centro da minha vida. Aos 16 anos comecei a frequentar eventos eletrônicos e passei por vertentes como Techno e Psy-Trance.
Mas tudo mudou em 2018, quando assisti a um set do Morttagua na Praia do Futuro. Aquela experiência foi divisora de águas. Mergulhei no gênero, passei a estudar referências como Guy J, Cid Inc., Jamie Stevens e GMJ, e aprendi a discotecar. Em 2021, após três anos estudando produção musical e integrando o projeto Capital People com meu amigo Eric Farias, deixei a faculdade de direito para criar o Mind Echoes e transformar essa paixão em profissão.
Acredito no Progressive House porque ele prioriza groove, imersão e emoção. Em uma época de apelo por impacto imediato, o gênero aposta na construção gradual e na narrativa sonora — uma experiência quase meditativa que inspira tudo o que faço.
Quais foram as suas maiores conquistas no gênero até aqui?
No final de 2025, realizei minha primeira turnê internacional, tocando em cinco eventos em Islamabad, no Paquistão, onde o público é extremamente apaixonado pelo estilo.
Em termos de suporte, ver o maestro Hernan Cattaneo tocar um remix meu na despedida do Warung foi inesquecível. Também recebi o apoio de artistas como Simon Vuarambon, Tantum, Rauschaus, DJ Ruby e Khen, além de assinar com gravadoras de relevância global como Mango Alley, Plattenbank, RKP, Onedotsixtwo, Manual, Transensations, Purrfection e Yomo.
O que despertou seu interesse em assinar com a Inner Fire Records?
O cuidado com cada lançamento, priorizando a qualidade sonora ao volume de faixas. Isso é fundamental para um trabalho sério de divulgação e envio de promos. Além disso, a gravadora já mostrou ótimos resultados no Beatport e adota um formato focado em singles, o que garante campanhas mais específicas e eficazes.
Como você vê a contribuição da gravadora para a cena de Progressive House no Brasil?
A cena brasileira ainda tem um grande espaço para expandir, e as gravadoras cumprem um papel vital ao dar visibilidade e alcance aos produtores locais. A Inner Fire vem realizando esse trabalho com muita consistência e merece todo o reconhecimento pelo suporte ao desenvolvimento do gênero no país.
Além desse lançamento, quais são os próximos passos do projeto?
Em breve vou lançar um vídeo set gravado durante a turnê no Paquistão. Foi uma apresentação intimista, cercado de amigos em um local muito especial, e estou ansioso para compartilhar esse registro.
Quer acompanhar o trabalho do artista e da gravadora? Escute os lançamentos do Mind Echoes e da Inner Fire na sua plataforma favorita e siga as novidades no Instagram: @mindechoesofficial e @innerfire_records
Imagem de capa: Divulgação.
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