“Muda o peso, não o caminho”, revela Schutzer sobre estreia na gravadora de Martin Garrix e momento na carreira
A estreia de Schutzer pela STMPD RCRDS, gravadora comandada por Martin Garrix, marca um dos momentos mais simbólicos de sua trajetória na música eletrônica. Com o remix de “All I Need Is You” escolhido entre milhares de inscrições em um concurso global, o produtor brasileiro transformou um marco pessoal em um passo concreto rumo à consolidação internacional. Ouça aqui!
O feito reforça uma construção que já vinha ganhando força nos bastidores, com suportes de nomes como Tiësto e Alok em outros releases. Agora, com o lançamento pela STMPD, o projeto ganha uma nova camada de reconhecimento dentro do mercado, ampliando sua visibilidade e consolidando sua identidade artística.
Em conversa com a Play BPM, o artista fala sobre o processo criativo por trás do remix, a evolução do seu som nos últimos anos e como esse momento reposiciona sua carreira dentro da cena.
Seu remix de “All I Need Is You” foi escolhido entre milhares de inscrições em um concurso global da STMPD RCRDS. O que você acredita ter feito em relação aos seus concorrentes para ter se destacado a ponto de ser o grande vencedor?
Eu acredito que foi clareza de proposta. Analisei bem o contexto da track e entendi o que eles estavam buscando naquele momento.
A partir disso, trouxe minha identidade de forma intencional, criando algo alinhado com o que eu já venho desenvolvendo nos meus lançamentos, uma sonoridade que funciona tanto na pista quanto no rádio, sem perder personalidade.
Como foi o processo de equilibrar respeito à versão original de “All I Need Is You” com a necessidade de imprimir sua identidade sonora no remix?
Eu enxerguei o remix como uma extensão da música, não uma substituição. Mantive o coração da track intacto e levei ela para um ambiente mais melódico e envolvente, com uma vibe que funciona tanto na pista quanto no rádio.
A minha identidade entra justamente nessa transição de contexto, em como a energia evolui e em como a música ganha uma nova leitura sem perder sua essência.
O suporte de nomes como Martin Garrix, Tiësto e Alok já vinha acontecendo antes, mas agora ganha um novo peso. Você sente que mudou algo na forma como o mercado enxerga o seu projeto?
Muda o peso, não o caminho. O suporte antes validava o som. Agora, depois da STMPD, ele passa a validar também o projeto como um todo, consistência, direção e identidade.
O mercado começa a te enxergar menos como promessa e mais como realidade.
Tecnicamente, o que você acredita que mais evoluiu no seu som nos últimos anos para te levar até esse momento?
Hoje eu penso muito mais em eficiência sonora. Cada elemento tem um propósito claro dentro da música: menos camadas, mais impacto.
Também evoluí muito na forma de pensar a tradução do som: eu produzo já considerando como aquilo vai funcionar em diferentes contextos, seja na pista, no fone ou no rádio.
O objetivo é ter consistência e impacto independente de onde a música esteja sendo ouvida.
Você sempre fala sobre emoção e conexão como pilares do seu trabalho. Como isso se traduz na prática dentro do estúdio?
Para mim, emoção vem de intenção.
Eu passo muito tempo ajustando detalhes que muita gente nem percebe conscientemente, mas sente: como textura, ambiência e transições. Quando esses elementos conversam entre si, a música deixa de ser só som e vira experiência.
Hoje, com uma bagagem que inclui grandes gravadoras e suportes enormes, como você enxerga o próximo passo? O que ainda falta conquistar?
Escala global com consistência. Continuar construindo uma identidade forte e um catálogo sólido.
Quero desenvolver um projeto que não dependa de hype momentâneo, mas que tenha longevidade e relevância real no mercado.
E ao mesmo tempo, expandir cada vez mais os shows levar minha música para todo o Brasil e também para o mundo, conectando com o público de forma direta na pista.
Esse lançamento marca o início de um novo capítulo. O que o público pode esperar do Schutzer daqui pra frente?
Um projeto mais definido, mais intencional e com uma identidade ainda mais clara.
Lançamentos pensados estrategicamente, funcionando tanto na pista quanto no streaming, mas sem perder o principal: emoção e conexão real com quem está ouvindo.
E acima de tudo, consistência uma sequência sólida de lançamentos que constrói presença e mantém o projeto sempre em evolução.
Sobre Schutzer
Sergio Fagundes, mais conhecido pelo seu nome artístico Schutzer, é um jovem DJ e produtor de 26 anos que está se destacando como uma das grandes promessas da música eletrônica.
Sua criatividade e originalidade o levaram a assinar contratos com algumas das maiores gravadoras do mundo, como Sony Music, Spinnin Records, Controversia e Som Livre. Entre tantas conquistas rendeu suportes dos maiores nomes da cena mundial como Tiësto, Martin Garrix, Lost Frequencies, Oliver Heldens, Alok, Mike Shinoda do Linkin Park entre outros.
Atualmente, já acumula mais de dez milhões de ouvintes em plataformas de streaming, sendo prova do impacto que sua música tem no público. Sua habilidade de criar uma conexão emocional com os ouvintes tem conquistado fãs em todo o mundo, estabelecendo uma base sólida de seguidores entusiasmados.
Imagem de capa: Divulgação.
Sobre o autor
Últimas notícias
Bruna Strait estreia no Lollapalooza Brasil 2026 nesta sexta-feira
GoodTimes by Illusionize chega ao Varanda Estaiada em São Paulo no dia 9 de maio

