Boas da Semana #375 - com Vintage Culture, Gui Boratto, Alok, Volkoder e muito mais
É hora de curtir os destaques das últimas semanas e conhecer os nomes promissores do cenário brasileiro que estão bombando.
PLAYLIST BOAS DA SEMANA NO SPOTIFY
Antes de mais nada, siga agora a playlist do #BoasDaSemana no Spotify para ouvir num só lugar as principais tracks que rolarem por aqui.
Vintage Culture, Max Styler, Ali Love - Freaky 1 [Affairs]
Quando nomes desse calibre se encontram, o resultado dificilmente passa despercebido. Vintage Culture segue expandindo sua assinatura no mundo com uma curadoria impecável, Max Styler adiciona sua pegada moderna e pulsante ao lado do brasileiro. Ali Love, por sua vez, entrega aquele vocal carregado de personalidade, quase magnético. “Freaky 1” caminha entre o sofisticado e o provocante, com uma atmosfera envolvente cheia de groove e potência sonora.
Gui Boratto - Pale Dale [D.O.C. Records]
Em “Pale Dale”, Gui Boratto reafirma uma alta assinatura elegante com as construções que valorizam espaço, emoção e narrativa. A faixa tem paciência, deixando cada elemento caminhar por melodias sutis que despertam curiosidade, se entrelaçando através do groove preciso e envolvente. Uma música que se impõe pela sofisticação e pela maestria de um dos nomes mais pioneiros da cena eletrônica brasileira.
Green Velvet, Harvard Bass - Lazer Beams (Alok Edit) [Drumcode]
Um clássico moderno nas mãos de um dos maiores nomes do Brasil. Green Velvet e Harvard Bass já tinham criado um verdadeiro artefato de pista com “Lazer Beams”, agora a faixa ganha uma nova versão nas mãos de Alok. O astro nacional vem com uma abordagem direta, potencializando o impacto e a acessibilidade da canção sem perder a essência original. Uma releitura pensada para grandes palcos que respeita a obra e adapta ao seu próprio universo.
Adam Ten, Volkoder - Got Me Crazy [Maccabi House]
Em um encontro que cruza fronteiras, Volkoder une sua assinatura grooveada ao estilo marcante de Adam Ten. “Got Me Crazy” gira em torno de um baixo envolvente e cadenciado, daqueles que dominam a pista sem esforço, enquanto os elementos vão se encaixando com naturalidade direto - é direto, quente e extremamente funcional.
Victor Ruiz, Alex Stein - Another Story (EP) [VOLTA Records]
Aqui não é só som, é construção de atmosfera. O encontro entre Victor Ruiz e Alex Stein carrega um peso emocional diferente, quase narrativo, como se cada drop abrisse um novo capítulo. O EP se movimenta entre tensão e respiro, com timbres que ecoam e evoluem, criando profundidade.
Duarte - ERA (Álbum) [DRT Records]
Mais do que um lançamento, “ERA” representa um capítulo importante na trajetória de Duarte. O álbum percorre atmosferas densas, sempre com uma identidade bem definida, transitando entre momentos introspectivos e passagens mais expansivas. Existe uma narrativa clara de um trabalho que convida a escuta completa, não apenas recortes.
Beltran, MC GW - Culpa da Cachaça [Turbo Recordings]
Aqui existe encontro de mundos - e dos bons. Beltran segue firme como um dos nomes mais consistentes do tech house nacional, enquanto MC GW carrega uma identidade popular no funk brasileiro. “Culpa da Cachaça” funciona justamente por essa fusão, o vocal inigualável e uma base dançante, cheia de malícia e swing.
DEPARTAMENTO - Bad Idea [TROUBLE DANCING?]
DEPARTAMENTO vem se consolidando como um daqueles projetos que entendem o pulso da pista com naturalidade. Em “Bad Idea”, eles exploram um groove provocante, quase hipnótico, com uma construção que brinca com tensão e o alívio de forma elegante.
Gabe - My Time [D.O.C. Records]
Gabe é um artista que dispensa apresentações dentro da cena eletrônica, um artista que construiu respeito com consistência e personalidade. “My Time” carrega esse DNA único, faixa que não precisa provar nada, apenas entrega potência. A sonoridade vem refinada, com linhas firmes e um desenvolvimento que cresce sem nenhuma pressa, mostrando maturidade e controle absoluto da narrativa musical.
Illusionize - Let Me Down [This Is Not A Label]
Illusionize conduz o single como quem desacelera o tempo ao redor. “Let Me Down” se apoia em uma base envolvente, com texturas que surgem e desaparecem quase como pensamentos atravessando a mente. Nada aqui é explosivo de cara, é um crescimento silencioso, que vai tomando espaço até virar sensação. Um registro mais sensível, mas ainda com sua firme assinatura.
Maz, Antdot, Ginton - Jolie Fille (unfazed remix) [Dawn Partol]
O remix de Unfazed não reinterpreta, ele redireciona. “Jolie Fille” ganha uma nova leitura mais profunda e cadenciada, entregando uma Housera marcante. A nova versão proporcionar um envolvimento gradual, mas extremamente dançante. Um redesenho elegante que muda o rumo da track original, mas respeitando a sua essência.
ZAC, Tiesfstone, CAMILA - Nobody [Volt Crew]
“Nobody” caminha entre presença e sentimentos. A voz de CAMILA traz uma proximidade, quase que íntima, enquanto a produção por si só constrói um entorno moderno, cheio de camadas e balanços. ZAC e Tiesfstone não sobrecarregam, eles deixam um espaço, e é nele que a música nasce, cresce, e brilha.
Mariz, 19:26 - Ascension [Interstellar]
Mariz vem desenhando sua trajetória com um cuidado estético que chama atenção há muito tempo. Ao lado do produtor 19:26, eles encontram um ponto de equilíbrio entre a profundidade, a emoção e o lado escuro. “Ascension” é construída em camadas sutis, com uma progressão melódica intensa que impressiona.
KAF3R, CASTRØ - Party Freaks [Truesoul]
Com sua presença crescente na cena, KAF3R se junta a CASTRØ em uma faixa que carrega atitude desde o primeiro compasso. “Party Freaks” aposta em um groove firme, com a estética do melodic techno mais direta, pensada para pistas cheias: sem rodeios, energia constante e personalidade bem marcada.
GIU - Let The Music [HUB Records]
Leve, solta, natural. GIU aposta em uma estética que não força impacto, mas conquista no caminho. “Let The Music” gira em torno de um groove limpo, um pouco mais encorpado, elementos bem posicionados e uma sensação constante de fluidez. É o tipo de faixa que encaixa fácil, conquista fácil, que conversa com o ambiente e deixa a pista respirar enquanto o ritmo continua envolvente.
L_cio, Coppola, Mixhell - Call Me [D.O.C. Records]
Existe uma elegância natural quando artistas com identidade bem definida se encontram. L_cio carrega sua sensibilidade melódica já conhecida, Coppola adiciona sua leve textura no House, Mixhell traz aquela energia crua e refinada ao mesmo tempo. “Call Me” flui com leveza, guiada por um groove envolvente e detalhes que vão surgindo quase de forma discreta, criando uma conexão orgânica com quem escuta. A D.O.C. Records reforça mais uma vez seu olhar apurado para sonoridades que fogem do óbvio.
TOMA - Half Me (EP) [HUB Records]
Existe algo quase confessional no novo EP de TOMA. “Half Me” se desenha como um mergulho em camadas internas, onde cada faixa parece revelar fragmentos de uma personalidade dividida entre força e vulnerabilidade. A estética sonora gira em torno das densas texturas, entre os grooves bem construídos e uma atmosfera que vai te puxando para dançar.
Ragie Ban - Dream Steppin’ [Kinetica Records]
Com “Dream Steppin’”, Ragie Ban cria uma experiência que flutua entre o etéreo e o pulso envolvente do tech house. A faixa tem um caminhar leve, hipnótico, sustentada por elementos melódicos que parecem dançar no ar ao lado de um doce vocal, conduzindo com suavidade de um groove firme e elegante.
RIGOONI - Lift You Head Up [The Soundgarden]
Tem algo que reconforta nessa construção. “Lift You Head Up” não busca aquele impacto, ela cresce como uma conversa sincera, camada por camada, emoção por emoção. Os elementos vão se conectando de forma orgânica, criando uma sensação de acolhimento e imersão dentro da pista. Faixa produzida com delicadeza, conduzindo para um lugar mais introspectivo sem quebrar o vínculo com as melodias.
Fran Bortolossi, Victor Penteado - Can’t Sleep EP [Otherwise Records]
“Can’t Sleep” se constrói em torno de uma repetição quase hipnótica, como um pensamento que não vai embora. Fran Bortolossi e Victor Penteado exploram bem os espaços, deixando cada elemento respirar enquanto mantêm a tensão viva. Minimalista na forma, carregada na sensação.
Sobre o autor
Daniel Souza
Sentir, cantar, vibrar e se emocionar, são os pilares principais da música, apaixonado pela arte da melodia, sigo vivenciando as vertentes da vida nos melhores lugares, como eu sempre digo: “Você sente na pele... e a batida no coração”
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