Dre Guazzelli lança releitura eletrônica de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, ao lado de Cleyton Rodriguez e Claudio Barris
Uma das canções mais emblemáticas da música brasileira ganha uma nova interpretação em 2026. O DJ e produtor Dre Guazzelli apresenta sua releitura eletrônica de “Asa Branca”, obra eternizada por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, agora reinterpretada ao lado do violinista Cleyton Rodriguez e do cantor baiano Claudio Barris.
Mais do que uma adaptação para a pista, a faixa nasce de uma história pessoal de Dre com o sertão da Bahia. Há alguns anos, o artista participou de um projeto social em Uauá, onde ajudou a levar acesso à água para famílias da região por meio da construção de poços artesianos. Durante esse período, ele conviveu com moradores locais e viveu experiências que marcaram profundamente sua relação com o lugar.
“Eu dormi na casa dessas famílias e recebi muito amor. Fiquei com vontade de transformar esses sentimentos em música. (...) É um reflexo do sertão, musicalizado e emocionante"
Conta Dre
A ideia de reinterpretar a obra também se conectou naturalmente com o trabalho do violinista Cleyton Rodriguez, que já tocava a melodia da música em apresentações ao lado de Dre. Em diversos momentos, o músico executava trechos da canção apenas com o violino enquanto o público cantava junto, algo que se transformava em um dos momentos mais marcantes dos sets.
“Essa música sempre foi muito emocionante quando a gente tocava ao vivo”,
Lembra Dre.
A partir dessa conexão espontânea, nasceu a ideia de transformar o momento em uma produção completa.
Para Cleyton, participar da faixa também carrega um significado especial. O violinista conta que a música sempre esteve presente em sua trajetória.
“Eu sempre digo que ‘Asa Branca’ é quase o meu hino. Já toquei essa música em muitos países e ela sempre emociona as pessoas, independentemente de onde estejam.”
Disse CleytonNa releitura, o violino assume papel central na construção da atmosfera da faixa, criando uma ponte entre tradição e contemporaneidade.
“Trazer o violino para dentro dessa produção eletrônica foi muito gratificante, porque consegui unir minhas raízes com uma sonoridade atual”
Explica.
A voz da nova versão fica por conta do cantor baiano Claudio Barris, que cresceu influenciado pela obra de Luiz Gonzaga. Para ele, participar da releitura representa um momento marcante em sua trajetória.
“Tendo Luiz Gonzaga como minha maior influência musical, é uma honra enorme cantar ‘Asa Branca’. É uma música que carrega a alma do nosso povo e da história do sertão. Poder dar minha voz a essa obra é algo que mexe com a alma”
AfirmaA proposta da releitura foi preservar a essência emocional da composição original, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma nova interpretação dentro da música eletrônica.
“Eu quis preservar tudo o que sinto quando escuto essa música, mas trazendo para uma energia de pista”
Explica Dre, que lembra ainda de cantar a canção nas aulas de música quando era criança.Para o artista, o lançamento também representa uma forma de transformar memórias em som.
“A música acaba sendo como um álbum de fotos. Ela guarda momentos e sentimentos.”
RevelaAo imaginar a reação de Luiz Gonzaga ao ouvir essa nova versão, Dre resume o sentimento por trás da releitura:
“Eu gostaria que ele sentisse que a música dele continua inspirando pessoas, tanto a ajudar outras pessoas quanto a ganhar novas formas e novas sonoridades.”
Finaliza
Ouça a releitura eletrônica de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, Dre Guazzelli, Cleyton Rodriguez, Claudio Barris, clicando aqui.
Imagem de capa: Divulgação.
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