Duarte solta seu novo álbum ERA e apresenta um som mais denso e conceitual
Um álbum de música eletrônica que te leva para um lado mais noturno e pulsante, entre grooves e sintetizadores. É exatamente essa a proposta de ERA, novo álbum de Duarte. O álbum reflete o momento de consolidação e amadurecimento do artista, já que ao invés de se manter em propostas batidas e se entregar ao hype, ele prefere ir na contramão e apresentar algo diferente para seu público e para a pista.
Com passagens por diversos centros da Europa, como Holanda, Inglaterra e Ibiza, além de suportes de nomes como Diplo, Marco Carola, Pete Tong e muitos outros da cena mundial desde 2021, ele agora chega ao momento de mostrar um lado que vem sendo estudado e lapidado há tempos, explorando ao máximo sua criatividade.
O movimento Dethwave e artistas como Vestron Vulture foram algumas das influências essenciais para chegar no conceito do álbum, que traz essa atmosfera mais densa, pesada e noturna. Para Duarte, tudo se conecta diretamente aos estudos e referências que o acompanham desde o início.
Misturando trap, elementos do underground e, principalmente, a presença do acid, o álbum ERA chega para “evoluir sem perder a essência”, como cita o próprio Duarte, mostrando mais uma vez como sua forte filosofia criativa e identidade musical caminham fora do que é esperado. As 8 faixas passeiam por diferentes estilos, mas constroem uma única jornada. A introdução densa, utilizando instrumentos reais ao lado de sintetizadores, já evidencia o clima noturno e sombrio do álbum.
A partir daí, acid, tech house, trap e hip hop caminham juntos de forma natural, como se sempre tivessem sido feitos para coexistir. Duarte entrega texturas mais agressivas, BPMs elevados e sensações que transitam entre euforia e introspecção, costuradas por colaborações precisas com nomes como Victor Lou, Void, Gabe, Roddy Lima e ATIANA.
A cada track, a sensação é de entrar em um novo capítulo da história, sem saber se o próximo momento será voltado para a pista ou para uma atmosfera mais psicodélica e introspectiva. “Psychodelic” encerra essa jornada como um respiro final, desacelerando a experiência e abrindo espaço para assimilar tudo o que foi construído ao longo do álbum.
Duarte usa e explora algo que todo artista busca: navegar por diferentes fases da sua identidade. Aqui, isso acontece com precisão, consistência e direção, mostrando que sua essência não se perdeu com o crescimento, mas amadureceu e se desenvolveu em uma nova ERA da sua carreira.
Imagem de capa: Divulgação.
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