Giovanna Zattar transforma ancestralidade libanesa em ritual eletrônico com “Zafira”, em estreia pela Sol Selectas
Giovanna Zattar dá um passo decisivo em sua trajetória internacional com o lançamento de “Zafira”, faixa que marca sua estreia na Sol Selectas, um dos selos mais respeitados da cena eletrônica global. Ouça aqui!
O feito é histórico: Giovanna é a primeira mulher brasileira a lançar pela gravadora conhecida por seu catálogo sofisticado, orgânico e profundamente conectado a sonoridades ancestrais. Além disso, foi convidada pela Próton para assinar um DJ mix editorial oficial pela label, que estará disponível em breve.
A canção também está presente na coletânea “Global Entry 7”, lançada nesta sexta-feira, 30, e que traz um total de 11 produções de artistas que, assim como Giovanna, juntam-se ao roster do selo de Los Angeles, que já assinou com Monolink, Satori, Be Svendsen, Armen Miran e Birds of Mind, entre diversos outros.
“Zafira” surge como uma obra de força simbólica e sensorial. A track nasce dentro do universo do organic e deep house, com forte identidade árabe e uma atmosfera ritualística que já se tornou assinatura de Zattar. Desde os primeiros compassos, a música constrói um ambiente hipnótico, onde groove, espiritualidade e intenção caminham juntos.
Um ritual em forma de música
Segundo Giovanna Zattar, “Zafira” foi concebida como um ritual sonoro. O nome carrega múltiplos significados: pode ser traduzido como “a que triunfa”, mas também evoca a imagem do diamante azul, símbolo de força rara, beleza silenciosa e resistência profunda.
A letra, embora breve, foi escrita pela própria artista e interpretada em árabe, reforçando o elo com suas raízes mediterrâneas. Versos como “o espírito que não se curva” e “a luz eterna” ecoam como mantras, carregando uma mensagem de empoderamento feminino que atravessa culturas e fronteiras.
Ainda que o contexto global – como a realidade de mulheres impedidas de cantar ou seguir carreira artística em países como o Irã – esteja presente de forma sensível, a canção não se ancora em um discurso explícito.
“‘Zafira’ é mais que uma track – é um portal. Um tributo à força silenciosa das mulheres que caminham com alma firme, luz acesa e coração ancestral. Produzir essa música foi como canalizar uma presença que já existia. Ela apenas pediu passagem”
Declara Zattar.Voz, corpo e ancestralidade
Os vocais ficam por conta de Naheda Beydoun, cantora árabe que imprime autenticidade e profundidade ao som. A interpretação é orgânica, quase ritualística, funcionando como eixo emocional.
A produção foi pensada desde o início para estar 100% alinhada à essência de Giovanna. Instrumentos árabes, escalas orientais e um groove firme e envolvente formam a sua base, criando uma atmosfera espiritual sem perder a força de pista. Após a gravação dos vocais, o trabalho entrou em uma fase de síntese delicada, buscando uma simbiose viva entre melodia, ritmo e mensagem.
O resultado é uma track que funciona em diferentes camadas: hipnótica para a pista, profunda para a escuta atenta, espiritual para quem se permite sentir.
O lançamento de “Zafira” pela Sol Selectas não apenas amplia o alcance internacional de Giovanna Zattar, como também consolida sua posição como uma artista que une identidade, ancestralidade e sofisticação. É um reconhecimento de uma trajetória construída com coerência estética, sensibilidade e visão de longo prazo.
E, como todo ritual bem-sucedido, deixa algo reverberando muito depois do último beat.
Sobre Giovanna Zattar
Giovanna Zattar é uma artista brasileira com ascendência libanesa, reconhecida por resgatar a ancestralidade em uma jornada espiritual através do som. Sua música é marcada por percussões polirrítmicas tropicais, influências indígenas e uma forte presença de elementos árabes e mediterrâneos, criando uma identidade singular dentro do gênero Flamenco & Arabic House.
Já se apresentou em palcos renomados como Réveillon Carneiros, Monolink SP, Warung Tour, Quartzo, SOM Festival, entre outros.
Sobre a Sol Selectas
Fundada em Los Angeles pelo produtor e curador Sabo, a Sol Selectas é reconhecida como uma das gravadoras mais respeitadas da cena eletrônica orgânica e melódica global. Com uma curadoria autoral e estética espiritual marcante, o selo construiu um catálogo cult ao lançar artistas como Monolink, Satori, Be Svendsen, Armen Miran e Birds of Mind, consolidando-se como referência internacional ao unir pista, ancestralidade e narrativa sonora.
Imagem de capa: Divulgação.
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