DE26 transforma o D-EDGE Rio em território de encontro entre Detroit, Europa e Brasil
Para a marca D-EDGE, celebrar 26 anos de história é sobre reposicionar o presente. No Rio de Janeiro, o DE26 ganha contornos ainda mais simbólicos ao reunir um lineup que atravessa escolas, movimentos e linguagens da música eletrônica, conectando Detroit, Europa e Brasil dentro de uma mesma pista.
Saiba abaixo mais sobre cada atração que compõe a festa de aniversário na casinha carioca.
Carl Craig B2B Moodymann: a alma de Detroit em estado puro
Poucos encontros conseguem traduzir com tanta precisão a essência da música eletrônica quanto esse. Carl Craig e Moodymann são dois dos arquitetos culturais de Detroit.
Craig construiu uma das discografias mais respeitadas do techno, transitando entre o experimental, o jazz, o soul e a música erudita. À frente da Planet E, seu selo há mais de três décadas, ele ajudou a expandir o techno para além da pista, levando-o a museus, instalações artísticas e projetos orquestrais.
Sua trajetória inclui centenas de remixes (de Depeche Mode a Tori Amos) e uma constante busca por liberdade criativa, sem concessões ao mercado.
Moodymann, por outro lado, é o contraponto perfeito: visceral, misterioso e profundamente ligado às raízes afro-americanas da house music. Com um estilo baseado em samples de soul, jazz e blues, ele construiu um som inconfundível, lançado por selos como KDJ e Mahogani Music.
Avesso à lógica tradicional da indústria, recusa entrevistas e se posiciona como uma voz ativa na preservação da identidade negra dentro da música eletrônica.
KiNK: a máquina como extensão do corpo
Se há um artista capaz de transformar tecnologia em emoção em tempo real, esse nome é KiNK. O búlgaro construiu sua reputação global a partir de performances ao vivo que fogem completamente do convencional. Cercado por sintetizadores analógicos, controladores e drum machines, ele improvisa sets singulares, nunca repetidos.
Sua música transita entre house, techno e acid, sempre com uma abordagem lúdica e experimental. Influenciado tanto pela escola de Detroit quanto pela energia raver europeia, o DJ se tornou referência em live acts justamente por trazer humanidade à máquina; cada show é uma performance orgânica, em que erro, improviso e espontaneidade fazem parte do espetáculo.
Ratier: o elo entre Brasil e o mundo
Falar do D-EDGE sem falar de Ratier é impossível. Com quase três décadas de atuação, ele é um dos principais responsáveis por inserir o Brasil no mapa global da música eletrônica.
Criador do D-EDGE, do Surreal Park e de uma série de iniciativas que vão de selos a escolas de DJs, Ratier construiu um verdadeiro ecossistema cultural. Ao longo da carreira, trouxe ao país alguns dos maiores nomes do mundo, ao mesmo tempo em que desenvolveu talentos locais e consolidou uma comunidade fiel em torno de sua visão.
Como artista, carrega uma trajetória sólida, com lançamentos por selos como Kompakt e Get Physical, além de apresentações em festivais e clubs icônicos ao redor do mundo. Seus sets refletem essa bagagem: longos, narrativos e pisteiros.
Leo Janeiro: três décadas de pista e autenticidade
Com mais de 30 anos de carreira, Leo Janeiro é um dos nomes mais consistentes da house music brasileira. Sua trajetória passa por clubs fundamentais como Warung e o próprio D-EDGE, além da criação da Cocada Music, label que fortalece a cena latino-americana.
Seu som é um mergulho nas raízes da house: grooves quentes, influências de soul, disco e funk, e uma leitura refinada da pista. Leo representa uma geração que ajudou a consolidar a cultura clubber no Brasil, mantendo até hoje uma abordagem leve, musical e profundamente conectada com o público.
Vivi Seixas: groove, herança e identidade
Vivi Seixas carrega em sua trajetória uma combinação potente de técnica, sensibilidade e herança musical. Filha de Raul Seixas, ela construiu sua própria identidade dentro da música eletrônica, com foco em house e tech-house guiados por linhas de baixo marcantes e grooves envolventes.
Com passagens por clubs e festivais no Brasil e no exterior – incluindo apresentações em palcos como o Rock in Rio e alguns de Ibiza –, Vivi desenvolveu um estilo que equilibra sofisticação e energia de pista, sempre com forte apelo rítmico.
simo not simon: narrativa emocional da nova geração
Entre os nomes mais contemporâneos do lineup, simo not simon traz uma abordagem sensível e cinematográfica da música eletrônica. Suas produções e sets partem da house, mas incorporam elementos de indie dance, rock, soul e disco, criando jornadas que transitam entre o introspectivo e o eufórico.
Com lançamentos por selos como Defected e Diynamic, além de suporte de artistas como Solomun e Pete Tong, ele representa uma nova geração que entende a pista como espaço de conexão emocional, e não apenas de troca de energia.
Serviço
D-EDGE RIO presents DE26
Local: Centro Cultural D-EDGE Rio – Av. Rodrigues Alves, 293 - Saúde, Rio de Janeiro - RJ
Data: 04/04 (sábado)
Horário: A partir das 23h
Atrações: Carl Craig B2B Moodymann, KiNK, Ratier, Leo Janeiro, simo not simon e Vivi Seixas
Ingressos: A partir de R$ 100,00 (+ taxas) via Ingresse
Sobre o D-EDGE
O icônico D-EDGE é reconhecido mundialmente por seu conceito inovador e qualidade na experiência musical e visual. Seu premiado e sofisticado design alcançou um equilíbrio perfeito entre som, luz e ambiente. Cada detalhe é cuidadosamente pensado para intensificar a experiência sensorial do público.
Há 25 anos, nascia o D-EDGE em Campo Grande/MS. No ano de 2003, a casa noturna desbravou a região industrial da Barra Funda, em São Paulo, quando abriu suas portas na Rua Olga, sendo responsável pela transformação da região em um pólo de importantes clubes da cidade.
Ao final de 2023, chegou ao Rio de Janeiro com o Centro Cultural D-EDGE, um verdadeiro complexo cultural que ocupa um antigo prédio formado por cinco andares: três deles, dedicados à balada (duas pistas e um terraço), mais uma galeria de arte, um restaurante e uma cafeteria, que também conta com uma loja da grife Ratier.
Imagem de capa: Divulgação.
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