I Hate Party: a festa que nasceu para questionar regras chega à sua 2ª edição
Há um tipo de festa que não tenta agradar todo mundo, e é justamente por isso que conquista quem a busca - a I Hate Party nasceu a partir dessa proposta. Depois de uma primeira edição que já chegou com identidade visual marcante e um line-up 100% feminino, a marca volta agora com sua 2ª edição, ampliando o conceito sem deixar de lado sua essência fora da caixa.
Um nome provocativo
A escolha de "I Hate Party" como nome não foi acidental. A ideia é questionar a lógica de que toda festa precisa seguir os mesmos códigos de comportamento, estética e pertencimento.
"Não é sobre odiar festas, mas sobre rejeitar padrões que limitam a forma como as pessoas se expressam"
Explicam os produtoresEssa provocação se estende para a construção visual da marca, que mistura drama, exagero e glamour, elementos historicamente presentes na cultura clubber e na cultura drag, movimentos que transformaram a pista de dança em espaço de liberdade criativa.
"(Queremos comunicar) um ambiente onde a autenticidade vale mais do que a aprovação, onde cada pessoa pode experimentar diferentes versões de si mesma sem medo de julgamento"
Revelam.Uma edição de estreia para validar
Se a estética já chegava forte desde a estreia, foi a resposta do público que confirmou que a proposta tinha razão de existir. Para os produtores, a primeira edição foi importante para validar algo que acreditavam desde o início:
“Existe um público buscando experiências mais livres, expressivas e menos previsíveis dentro da cena eletrônica"
Contam.Essa validação tornou-se um ponto de partida para o projeto.
Para a 2ª edição, a prioridade foi clara: preservar a essência da festa sem repetir uma fórmula.
"Nossa prioridade foi preservar a essência da festa — a irreverência, o senso de comunidade, a valorização da diversidade e a liberdade de expressão. Ao mesmo tempo, buscamos ampliar a experiência, trazendo novas referências artísticas e um line-up mais diverso geograficamente"
Destacam.De um recorte de gênero a um recorte geográfico
A primeira edição teve como eixo central dar palco a mulheres que vêm renovando a cena eletrônica, uma escolha alinhada ao momento de estreia da marca. Já a 2ª edição amplia esse olhar: o recorte agora é geográfico, reunindo artistas de diferentes regiões do Brasil.
Essa decisão reflete uma leitura de expansão da música eletrônica pelo país:
“O Brasil possui uma cena extremamente rica, diversa e criativa, muitas vezes concentrada em diferentes polos culturais espalhados pelo país. Reunir artistas de várias regiões permite criar encontros inéditos, aproximar públicos e reforçar a ideia de que a I Hate Party é uma plataforma aberta para múltiplas expressões artísticas, e não um conceito limitado a um único recorte"
Refletem.Liberdade como construção coletiva
Se há uma palavra que atravessa toda a proposta da I Hate Party, é liberdade - e isso vai muito além do discurso. Segundo os organizadores, ela é uma construção coletiva que começa antes mesmo da pista abrir:
"Começa na curadoria artística, passa pela comunicação da marca e se reflete na forma como o público ocupa a pista”
Detalham.Essa postura se reflete em um ambiente pensado para que as pessoas dancem, performem e experimentem estéticas e comportamentos sem a pressão de atender expectativas externas. Não à toa, a própria identidade visual da festa estimula fantasia, criatividade e expressão individual.
Quando falamos em liberdade, estamos falando de pertencimento: a sensação de que você pode existir naquele espaço exatamente como deseja ser"
Revelam.Mais do que uma festa: uma plataforma em construção
Enquanto a 2ª edição se aproxima, os produtores já enxergam a I Hate Party além do formato de festa pontual. Desde o início o projeto foi pensado como "uma plataforma criativa e cultural com potencial para se desdobrar em diferentes formatos".
A intenção é consolidar uma comunidade em torno dos valores da marca, mantendo personalidade própria em cada edição, mas sempre sob o mesmo espírito:
"Ainda estamos construindo esse caminho, mas existe o desejo de transformar a I Hate Party em uma label recorrente, capaz de ocupar diferentes espaços, cidades e formatos ao longo do tempo"
Finalizam.Se a primeira edição provou que existe espaço para uma festa fora dos padrões, a segunda chega para mostrar que esse espaço pode (e deve) crescer. Com line-up que inclui Carola, From House To Disco, Fugaz, Nicolas Abe, Affair DJs e Alma Negrot, a I Hate Party desembarca neste sábado no Edifício Touring, no Rio de Janeiro.
Serviço
Evento: I Hate Party (2ª edição)
Data: 20 de junho de 2026
Local: Edifício Touring, Praça Mauá - Saúde, Rio de Janeiro - RJ
Line-up: Carola, From House To Disco, Fugaz, Nicolas Abe, Affair DJs e Alma Negrot
Ingressos: Q2 Ingressos
Mais informações: Instagram: @ihate.party
Imagem de capa: Divulgação.
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